segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cara a Cara com o Cliente

O cliente está aqui, ali, em todos os lugares. Mas então, por que ainda existem empresários que apontam a falta de clientes como uma das principais dificuldades responsáveis pelo insucesso de um empreendimento? O que é que faz com que uma empresa tenha preferência, já que os produtos estão cada vez mais iguais, com relação aos oferecidos pela concorrência? Dois grandes atributos devem ser considerados: a Razão, que leva em consideração os preços baixos, os amplos sortimentos, canais de distribuição; e o outro é a Emoção, que diz respeito diretamente a todas as formas de relacionamento com este cliente que não se contenta apenas em ver suas necessidades saciadas. Ele deseja que suas expectativas sejam superadas. Para isso as empresas precisam estudar a fundo o que de fato atinge o lado emocional dos indivíduos que estão do outro lado do balcão, da vitrine, do telefone, da rua, da cidade, e do mundo.
Existem algumas recomendações básicas para identificar e estabelecer um relacionamento duradouro com este universo de pessoas, a começar pela criação de um bom banco de dados, contendo seu perfil e preferências, preparação dos produtos a serem ofertados, qual o momento certo de chamá-lo para visitar a loja, o controle das visitas, e a identificação dos canais que ele prefere ser informado sobre as novidades. Mas isto por si só não é suficiente. É preciso manter este cliente por anos e anos, fiel a sua empresa. Isso geralmente é considerado por muitos como o mais difícil. É o que chamamos o pós venda ou atendimento continuado. Significa dizer que as vendas não devem ser encerradas após a entrega dos produtos. Demonstrar um cuidado nesse momento certamente trará resultados satisfatórios. E são coisas simples, que não requerem grandes investimentos: agradecer pela preferência é uma delas. Avaliar a satisfação de uma compra efetuada , se há alguma dúvida quanto a instalação, e intervir caso seja necessário; oferecer serviços adicionais e diferenciados; desenvolver contatos periódicos sem a intenção de vendas, em ocasiões tais como aniversário, casamento, datas especiais... Mas, muito cuidado para não bombardeá-lo com assédios excessivos.
Por fim, que tal medir os resultados? Busque saber como ficou o percentual das vendas fechadas, com relação ao número de pessoas que visitaram a loja; quantidade de unidades vendidas por cliente em relação a um determinado produto; valor médio de vendas em relação a um produto específico; venda média por atendente; dentre outros dados cujos cruzamentos podem dar subsídios importantes para a tomada de decisão, na busca do sucesso do empreendimento.
Feito isso, você poderá encontrar formas eficazes de estar cara a cara com o cliente, e mantê-lo cativo apesar do forte apelo do seu concorrente.

domingo, 16 de agosto de 2009

A Ditadura da Senha


Segurança – isto é o que todo mundo deseja ao tentar entrar, pertencer ou desfrutar de tudo o que o mundo digital pode oferecer. Mas para isso é indispensável a tão questionável, amada e odiada “senha”. Só em escrever esta palavra, já me vêm à mente passagens, se não dramáticas, pelo menos cômicas, que tenho que encarar no dia a dia. A mais recente foi quando tive que abrir uma conta em outro banco e após seguir todos os trâmites normais, em poucos dias recebi o cartão pelo correio. Demorei um certo tempo para utilizar um terminal eletrônico e só me dei conta que não poderia acessar o banco, quando li “digite sua senha”. E eu lá me lembrava qual a senha que tinha criado no ato da abertura da conta!! O jeito foi ligar para a agência e pedir ao gerente, pelo menos alguma dica para refrescar a minha memória. O pior é que ele me informou que para obter outra senha só pessoalmente na agência, que ficava do outro lado da cidade e pelo avançar da hora, não iria dar tempo fazer este procedimento. Foi o jeito eu me pegar a todos os santos, no intuito de que uma luz pudesse me fazer lembrar. Foram algumas tentativas e ufa!! Consegui acessar a conta. Já estava completamente constrangida com a fila que crescia atrás de mim e o guardinha me olhando com aquele semblante de desconfiança. Mas não é só agora que ando meio impressionada com a quantidade de senhas que utilizo diariamente, para ter acesso a informação, a conta bancária, e tantos outros serviços que a tecnologia pode proporcionar. Porque ao mesmo tempo que abre portas, nos obriga a ter uma memória de elefante, já que eu tenho que criar a senha, seguindo aquelas regrinhas básicas de segurança, como usar caracteres alfanuméricos, não repetir, não usar datas de aniversário, entre outras dezenas de dicas. E o mais incrível, é que não se pode escrever em nenhum lugar, sob pena de infringir as regras, e alguém mais esperto se apropriar da mesma e fazer o que bem lhe convier. O que eu falo é tão sério, que outro dia me dei o trabalho de contar, e pasmem, foram mais de 30, incluindo bancos, cartões de crédito, acesso ao computador e e-mail da empresa, sistemas corporativos, e-mails particulares, blog, orkut, second life... Vamos e venhamos vocês acham que um ser humano normal tem condições de armazenar no seu “chip” esta quantidade de combinações de letras e números?? É bem verdade que tudo é em prol da segurança, mas acho que já está na hora de inventarem uma forma mais amigável de acesso. Ou melhor, até já existem outras alternativas, através da “biometria”, por exemplo, que identifica as características próprias de um indivíduo para proceder à sua autenticação e/ou identificação junto ao Sistema de Informações de uma empresa, como leitura das impressões digitais, leitura da íris e reconhecimento de voz, mas só que esta tecnologia ainda não está disponível para a maior parte da população. É lamentável, que apesar de todos esses cuidados, ainda existem os hackers, ou será que são os crackers?? Aqueles sujeitos que usam a inteligência para construir e destruir softwares, bisbilhotar, se apropriar de informações sigilosas e subtrair a conta bancária de muita gente por aí. É...Por enquanto temos que aprender a lidar com esta realidade, de sermos uma ilha rodeada de senhas por todos os lados. Não é mesmo??

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Manual de Conservar Caminhos

Autor: Paulo Coelho

1] O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar. Faça a clássica de Castañeda: qual destes caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta: “será que escolhi o caminho certo?” Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.

2] O caminho não dura para sempre. É uma benção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço para seguir adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.

3] Honre seu caminho. Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu caminho, e ele fará o mesmo por você.

4] Esteja bem equipado. Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda que para as folhas secas os canivetes são inúteis, e para as ervas muito enraizadas os ancinhos são inúteis. Saiba sempre que ferramenta utilizar a cada momento. E cuide delas, porque são suas maiores aliadas.

5] O caminho vai para frente e para trás. Às vezes é preciso voltar porque foi perdido algo, ou uma mensagem que devia ser entregue foi esquecida no seu bolso. Um caminho bem cuidado permite que você volte atrás sem grandes problemas.

6] Cuide do caminho, antes de cuidar do que está a sua volta: atenção e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o chão que acolhe seus passos.

7] Tenha paciência. Às vezes é preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.

8] Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo. Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado.

9] A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações, aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.

10] Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.

11] Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido.